quinta-feira, 7 de março de 2013

Aonde você está indo?

Quanto mais estudamos os mistérios do ser humano e do mundo em que vivemos, mais complexos se tornam os mesmos.

Atribuir tudo ao divino, como faz a religião, nos isenta de qualquer responsabilidade diante do todo, digo, do mundo e de nós mesmos. Tudo pode ficar muito mais divertido se assumirmos todas as responsabilidades. Como bem cantou Raul Seixas: "É sempre mais fácil achar que a culpa é do outro." Quem, ou o que, seria esse "outro"?

Chegamos ao século XXI com uma considerável parte da população do planeta dotada de uma mentalidade primitiva e, pior, sem compreender exatamente como a mentalidade primitiva funciona de fato. A filosofia e a psicologia podem esclarecer melhor essa questão sobre a mecânica da mente humana. Mas, para iniciarmos esse divertido e confuso estudo, precisamos nos livrar do "estamos muito ocupados pra poder pensar", e como conseqüência estejamos livres de valores previamente impostos como absolutos e, sobretudo, arrogantes.

Então é chegado o momento (embora muitos já venham dizendo isso há séculos) de assumirmos que nada sabemos e o nada saber é, paradoxalmente, o ápice do saber. Conhece-te a ti mesmo e tudo lhe será revelado. Lembra disso? Pois é. O que você está fazendo aí cuidando (muito ocupado) do jardim do seu vizinho? Chame ele pra entrar nessa brincadeira de conhecer a si mesmo. Não se esqueça, meu amigo, de chamar o seu vizinho. Lembra dessa também?

Tudo o que percebemos/sentimos com nossos 5 sentidos faz parte da ilusão do existir. Da ilusão dos dogmas e valores inventados por outros que não eram nós. Sacou? Que despertemos o nosso "Sexto Sentido", aquele onde todas as regras, literalmente, inexistem. Onde somos totalmente donos de tudo e de nada. A tal Terra do Nunca, o mundo atrás do espelho de Alice, da Loucura Lúcida, do foda-se o sistema (sistema compreende-se por política, religião e forças armadas) e suas armadilhas fazendo com que incautos se rendam e sejam medíocres acreditando que vão pra algum lugar depois que deixarem de existir neste mundão velho e sem porteira.

Nada e ninguém vai nos perdoar ou condenar senão nós mesmos. Basta nos conhecermos mais profundamente para, então, podermos iniciar uma suposta compreensão do todo e então terminarmos exatamente onde tudo começou, ou seja, no nada saber. E é aí que tudo fica muito mais lúdico mesmo, começa a fazer mais sentido até o que não tinha sentido, mesmo que valores retrógrados e absolutos tentem, frustradamente, "provar" que não. Vamos assumir nossa responsabilidade com o todo, com o tudo, com o nada e com nós mesmos. Chegamos onde chegamos porque queríamos chegar onde chegamos. Teu carro, avião, ônibus, bike ou skate te levam aonde você quer ir, logo, o mesmo ocorre na tua vida. Ou você vai seguir enfrente olhando pro espelho retrovisor? Vai bater no primeiro poste, no primeiro muro, ou cair no primeiro abismo. Você escolhe aonde quer ir. Aonde quer chegar. Todo o resto são suposições. Pense nisso!

Fecho essa divagação de hoje com algumas palavras de Schopenhauer: "Muitos livros servem apenas para mostrar quantos caminhos falsos existem e como uma pessoa pode ser extraviada se resolver segui-los. Mas aquele que é conduzido pelo gênio, ou seja, que pensa por si mesmo, que pensa por vontade própria, de modo autêntico, possui a bússola para encontrar o caminho certo."

SPassos Sideral Visceral & Surreal, o Puto BRother, aquele que você ama e odeia ao mesmo tempo.

No mundo sempre existirão pessoas que vão te amar pelo que você é, e outras, que vão te odiar pelo mesmo motivo. Acostume-se a isso.

E os fatos ainda continuam prevalecendo sobre os documentos.





E não temer
A velha história do mal
Tão conhecida
Que já nem pode mais nos assustar
(...)
Viver é coisa irreal
Uns chamam de magia e é tudo tão normal
Mas tá legal
Tem mágica solta no ar




Um comentário:

Por que você faz poema? disse...

Valeu, Sylvio.
Da ilusão do existir
vamos correndo sem chegar a lugar nenhum.